Muitas pessoas hoje "queixam-se" e criticam Deus pela Sua falta de atenção para connosco. Deus já chamou a nossa atenção na cruz...

Quinta-feira, 18 de Março, 2010

Cristo aparece como “O Anjo do Senhor”

As aparições do Anjo do Senhor se constituem em Teofanias (aparições de Cristo em presença pré-encarnada). A expressão “Anjo do Senhor” ou “Anjo de Deus”, se encontram mais de 50 vezes no AT.
A primeira aparição foi no episódio de Agar, no deserto (Gn 16.7). Outros acontecimentos incluíram pessoas como Abraão (Gn 22.11,15), Jacó (Gn 31.11-13), Moisés (Êx 3.2), todos os israelitas durante o Êxodo (Êx 14.19) e posteriormente em Boquim (Jz 2.1,4), Balaão (Nm 22.22-36), Gideão (Jz 6.11), Davi (1Cr 21.16), entre outros.
O Anjo do Senhor realizou várias tarefas semelhantes às dos anjos, em geral. Às vezes, suas aparições eram simplesmente para trazer mensagens de Deus, como em Gn 22.15-18; 31.11-13. Em outras aparições, Ele foi enviado para suprir necessidades (1Rs 19.5-7) ou para proteger o povo de Deus de perigos (Êx 14.19; Dn 6.22).

Podemos perceber pela Bíblia que este anjo:
• É um ser divino e não apenas um mensageiro. É declarado “anjo” por seu ofício – um mensageiro ou revelador de Deus (Jo 1.18; Hb 1.2). Ele é o mensageiro do pacto de Deus e nele reside o nome ou a natureza divina. O povo judeu não podia adorar outros deuses (Ex 20.3). Então Sá adoravam a Deus. Todo aquele que era adorado era Deus. Os anjos de Deus não aceitam adoração (Ap 19.10; 22.8,9). O Anjo do Senhor aceitou adoração (Js 5.14). Caso fosse simplesmente “um anjo”, teria proibido a Josué de adorá-lo.
• Este anjo claramente é uma automanifestação de Cristo antes da encarnação. Ele tem prerrogativas de Deus (Gn 16.7-14; 21.17,18; 22.11-18; 31.11-13; Ex 3.2; Jz 2.1-4; 5.23; 6.11-22; 13.3-22; 2Sm 24.16; Zc 1.12; 3.1; 12.8). No entanto, ele é distinto de Jeová (Gn 24.7; Zc 1.12,13). O anjo do Senhor acompanhou Israel na saída do Egito (Ex 14. 19; 23.20) e Paulo afirma que era Cristo (1Co 10.4). o Anjo do Senhor é o Cristo de Deus (Lc 9.20; 23.35). Tem nome maravilhoso (Jz 13.18) – paralelo com Is 9.6. Refere-se a si mesmo como Deus (Gn 22.11-18; Ex 3.2-5; Jz 6.11-23). Ele é anunciado como aquele que virá (Ml 3.1; Mt 21.9)

No NT, não se utiliza o termo “o Anjo do Senhor” como pessoa específica. (troca-se o artigo definido “o” pelo artigo indefinido “um” (Lc 1.11; At 12.7 e At 12.23).

Conclusão

Esta doutrina é da maior importância, pois vemos que Cristo é o Deus eterno, O Filho de Deus que se “fez carne e habitou entre nós”. A nossa salvação não depende da iniciativa humana, mas do irromper do Filho eterno no tempo.
Aqui está a grande diferença do cristianismo para as outras religiões. Todas foram fundadas por homens que passaram a existir quando nasceram nesta terra e deixaram de estar em contato com seus seguidores quando morreram. Cristo, porém, existe eternamente e está conosco todos os dias (Mt 28.20).

Leitura sugerida:

RYRIE, Charles C. Teologia Básica ao alcance de todos. São Paulo: Mundo Cristão, 2004.
CHAFER, Lewis Sperry. Teologia Sistemática. Volume 1&2. São Paulo: Hagnos, 2003.

Carlos Kleber Maia

publicado por Amadeu M. às 20:13

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